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Archive for the ‘/ ou na Ásia’ Category

O Não Sexo E As Cidades Asiáticas

Eu sei. Eu sumi. Normal. Mas vamos cortar a lenga-lenga dos meus motivos e ir direto ao ponto.

Escrevo agora num documento do word, em minhas quinze horas de vôo de Dubai a São Paulo. Destino final: Curitiba.

Beijing e eu tivemos uma relação um tanto quanto clichê de amor-e-ódio por 8 meses (e 11 contos de réis). Era como uma montanha-russa. E para ser bem sincera, eu amava aquilo, pois, por mais errada que as vezes ela parecia ser, quando estavamos juntas, na maioria das vezes era sempre muito bom, então como isso poderia ser um relacionamento ruim?

E apesar de todo o amor, eu nunca consegui nos imaginar realmente “casadas” por toda uma eternidade. Foi então que percebi que precisavamos de um tempo, que pode vir a ser um término definitivo. E foi muito difícil tomar essa decisão, pois afinal, não houve brigas ou coisa do gênero. Agora somos “amigas”, se é que pode ser colocado dessa forma.

Em meu mês de tempo fui me divertir com as cidades erradas do sudoeste da Ásia, como quem atualizou o status do Facebook e resolveu “tocar o puteiro”.  E sim, cidades erradas. Algumas delas me proporcionaram boas risadas no meio da noite, como Saigon-Vietnã, outras eram apenas lindas demais para serem rejeitadas, Siem Reap-Cambodia; e algumas, foram apenas uma companheira de uma noite, como Hoi An – Vietnã ou Phom Penh – Cambodia. E ainda, algumas ainda me deixaram com bastante vontade de “tentar”, Bangkok – Tailândia.

Mas a saudade então tomou conta de mim. Nenhuma delas era Beijing.

Cidade alguma será Beijing. Talvez ela não seja a “the one” para mim, mas com certeza ela foi um desses relacionamentos que a gente espera nunca esquecer, pois marcaram definitivamente a nossa vida, e contribuiram com uma pequena parte da pessoa que somos hoje. Por mais piegas que soe, ela mudou a pessoa que eu costumava ser. Talvez para melhor, talvez para pior, mas definitivamente, eu não sou a mesma pessoa de nove meses atrás.

Eu sei, é um término muito recente ainda. Talvez eu mude de opinião em algumas semanas e me apaixone novamente, e talvez não. Mas por hora, mergulho na fase da recente ferida em que a gente se pergunta se era amor mesmo, ou apenas comodismo, e tentamos nos acostumar a nova rotina sem ela. Os doces momentos que tivemos vão passando pelas lembranças como algo muito melhor do que realmente foi e o que era ruim já nem é mais lembrado. Suspiros melancólicos e aquela vontade de ligar em busca de uma segunda chance tomam conta de nosso ser, seguido de um imenso vazio, mas também, uma pontinha de entusiasmo. Afinal, o que vem agora?

E a mente começa a fantasiar os próximos relacionamentos. Como será a próxima a Cidade? Terá ela o mesmo charme de Beijing, ou as mesmas irritantes manias e defeitos? Ou será que é um erro deixá-la e então eu perceberei que eu nunca encontrarei alguém tão perfeita para mim quanto ela? Infinitas dúvidas e incertezas me roubaram a cena.

E agora José?

Anitão está devolta ao seu velho apartamento em Curitiba, de visual novo, e de volta à velha vida.. / Anitão posta agora em outro blog: http://joanitas.com

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De pé esquerdo na Estrada..

Olá queridos amigos! Aqui continuo as minhas narrativas asiáticas que não necessariamente seguirão uma ordem cronológica. Mas prometo tentar contar quase tudo que pode ser relevante caso alguém tenha o interesse de um dia vir conhecer a Ásia. – Como este post estava ficando muito longo, resolvi dividi-lo em duas partes: a minha história e dicas sobre vistos, caso alguém tenha interesse de fazer essa viagem (eu sou praticamente uma veterana em conseguir vistos, já que o Paraguai tem péssimas relações diplomáticas).

Começo com a minha história: Pois bem, o ínicio do meu roteiro começou com um sonho que eu nutria desde dezembro do ano passado: conhecer o Tibet. Para aqueles que não sabem, há uma grande briga entre o Tibet e a China, que em teoria deveria ser tudo uma coisa só, mas na prática, é uma grande burocracia, e isso é o que interessa aqui. Para se adentrar ao Tibet é necessário ter em mãos uma permissão, esta só se consegue através de uma agência de turismo comprando um tour completo, é claro. E para se conseguir essa permissão, primeiro, deve-se ter em mãos um visto pra China. E aí é que estava o meu problema. A minha viagem deveria começar no dia 13 de maio, quando eu terminasse o contrato com a escola, mas como o meu visto da China venceria no dia 6, ou eu extendia o meu visto para ficar até o dia 13 em Beijing, ou eu saia da China. Então eu resolvi terminar o contrato com a escola uma semana antes, e sair da China no dia 6 rumo a Macau, para fazer o Bungee Jump denovo, e então para Hong Kong, para pegar outro visto pra China, e aí dar entrada na minha permissão para o Tibet (que leva em geral 10 dias úteis para se conseguir), e enquanto isso eu viajaria para o Vietnam e Laos (que eu já havia providenciado os vistos enquanto estava em Beijing), depois voltaria para a China, e então iria para o Tibet.

Confuso, né? Enfim.. saí de Beijing no dia 6 pela manhã com destino a Zhuhai, uma cidade ainda na China que faz fronteira com Macau. Segundo o meu pai, era mais fácil e barato cruzar a fronteira por ali. Como eu já fui para Macau no ano passado, mas por Hong Kong, eu achei que seria só pagar uma taxa de 100Hong Kong Dolares, eles carimbariam meu passaporte, e tudo ficaria numa boa. Engano meu. Aparentemente, Zhuhai é a porta das putas e cafetões para Macau. Estava eu ali na fila, com um monte de mulheres suspeitas, esperando chegar a minha vez. O oficial do visto era um cara completamente estúpido. Ele pediu pra ver meu dinheiro em um voz de comando. Eu fiquei meio cabreira de mostrar meu dinheiro, e então, mostrei meu cartão de crédito (meu pai sempre diz que o cartão de crédito tem mais “credibilidade” do que dinheiro, ainda mais se ele for “de ouro” ou “platina”.. haha). O oficial gritou (sem exageros!): “NO CREDIT CARD! CASH! CASH! SHOW ME YOUR MONEY!” Eu fiquei mó com medo, do cara, mas tudo bem, peguei e mostrei meu dinheiro. Ele resmungou algumas coisas, me mandou sentar, fiquei mais alguns minutos esperando, e depois veio um outro oficial duas vezes mais rude me encher de perguntas (O que você estava fazendo na China?! O que você vai fazer em Macau?! Porque você quer ir pra Hong Kong depois de Macau?! Porque você não foi direto pra Hong Kong?! ..) Tentei responder todas elas calmamente e me mandaram sentar novamente. Minutos depois, o cara voltou com vários papéis e pediu para eu assinar. Estavam todos escritos em chinês e eu perguntei o que era. E então ele disse “GO BACK TO CHINA!” Ou seja, eu aparentemente era uma prostituta sem grana que estava vagando por aí e resolvi ir para Macau ganhar um extra. Ou coisa parecida.

Como não consegui entrar em Macau, tive que dar meia volta e entrar em Zhuhai novamente. E aí só cagou mais ainda. Ganhei um “cancelado” no meu carimbo de saída e entrei na China novamente. Mas como aquele deveria ser o meu último dia no país, a minha outra opção foi pegar um ônibus para Shenzhen, e cruzar a fronteira para Hong Kong. Três horinhas de viagem e cheguei finamente na imigração de Hong Kong. Então os oficiais estavam olhando o meu passaporte e viram aquele carimbo de “cancelado”, voltei para o confessionário. Graças ao Bom Jesus de Iguape que os oficiais de Hong Kong são pessoas super tranquilas que falam inglês. Então consegui explicar toda a minha história e o cara tranquilamente carimbou meu passaporte com 30 dias em Hong Kong. Uff! Peguei o metrô rumo a casa da minha tia e cheguei a tempo do jantar!

Mas os problemas maiores ainda estavam por vir, mas para resumir a história: não consegui o meu visto para voltar para China porque era feriado em Hong Kong (super fail) e com a confusão toda de viajar uma semana antes, me esqueci completamente que a minha carta de entrada pro Vietnam só valeria a partir do dia 16 (super fail 2). Então tive que pagar multa pra trocar o meu voo pro Vietnam e correr para a embaixada do Vietnam para conseguir um visto antes do dia 16. E como não consegui o visto pra China, não pude dar entrada para o Tibet. Então, vou para Thailândia.. hehe

Ainda bem que o meus problemas parecem ter acabado por aí. A partir dai, foi so alegria. Espero eu que continue sendo. Aguardem pelas historias do Vietnam e do Cambodia.

Anitão agora está em Vientiane, Laos, se refrescando na frente do ventilador. Ahh.. o verão…

Anitão posta agora em outro blog: http://joanitas.com

Sobre vistos e afins

Ter um passaporte paraguaio não é nem um pouco conveniente para uma pessoa que gosta de viajar como eu, mas graças a minha afortunada nacionalidade, aprendi muito sobre vistos e gostaria de dividir a minha paraguaia sabedoria com vocês, já que procurei bastante no google sobre, antes e durante a minha viagem, e sempre encontrei informações pela metade. Este post é um pouco diferente dos que eu costumo fazer aqui no blog, mas achei válido escrever sobre este assunto, e espero que possa ser útil casa alguém queira fazer uma viagem como esta algum dia.

Bem, isso é coisa que qualquer pessoa que viaja e tem passaporte deve saber, mas vou repetir só por desencargo de consciência.

Validade do passaporte: a maioria dos passaportes tem validade de 5 anos e não são renováveis(quando estão para vencer, tem que fazer outro!). Meu primeiro passaporte eu fiz com 11 anos e o usava até o ano passado. E isso me deu muitos problemas, pois eu estava irreconhecível na foto (parecia uma menininha de rua.. haha).  Embaixadas não costumam dar visto com passaportes com menos de 6 meses de validade. Então, fique de olho.

Se vai viajar para fora do país, sempre cheque se é necessário visto (tanto brasileiros – quanto paraguaios, hehe – podem viajar livremente pelos países do Mercosul e da Europa, mas não confie tanto em mim.. ). Para evitar a dor de cabeça, é sempre melhor procurar a embaixada/consulado do país de destino no seu país de origem. Mas se você tiver uma graninha sobrando, você pode procurar uma agência de turismo que eles resolvem o problema por um despachante para você. Mas como eu adoro burocracias, dei entrada em todos os meus vistos “na raça” mesmo, e me fodi bastante também.

Visto para China – Se você vai dar entrada ainda no Brasil, o consulado fica em São Paulo. Aí eu sugiro que você procure um despachante mesmo (foi o que eu fiz antes de vir para China, ja que sou de Curitiba). Se você tiver tempo, o jeito mais fácil é ir até Hong Kong e dar entrada lá. Você vai precisar preencher o formulário, uma foto 3X4 (eles tiram a foto lá por 40HKD), o seu passaporte (duh) e dinheiro (a taxa para o serviço “express”, que fica pronto em 1 dia útil é 400HKD; e a regular, de 2 a 3 dias úteis, eu não sei dizer porque nunca fiz).

– se você já está na China e quer extender o seu visto, em Beijing pelo menos, você precisa preencher o formulário, uma foto 3X4, taxa de 160RMB, e um comprovante de “suporte financeiro” (eu abri uma conta na China e depositei 3 mil US dólares, e entreguei uma cópia do extrato bancário). Você pode renovar duas vezes, e cada renovação vale por um mês. Passado os dois meses, você pode voltar para Hong Kong, e dar entrada em um novo visto. (eu fiz esse jogo por 8 meses, pois estava na China com um visto de turista).

Visto para Cambodia – Este foi um dos vistos mais safados que já vi.  Muito fácil de se conseguir na fronteira. Eu peguei um ônibus de Saigon – Vietnam, com destino a Phom Pehn – Cambodia; já no ônibus o motorista passa para recolher o passaporte de todo mundo e a taxa de 25 US dólares (varia de ônibus para ônibus, pois eles cobram uma comissãozinha), sem formulário, sem 3X4, assinatura ou coisa alguma. Chegando na fronteira ele te devolve o passaporte, todo mundo desce do ônibus e passa pela imigração, carimbam teu passaporte, e você volta para o ônibus. O visto nada mais é que um adesivo escrito a CANETA esferográfica o seu nome e a sua data de entrada. E mais nada.. haha

Visto para Laos – O meu eu fiz em Beijing, antes de começar a viagem. Formulário, duas fotos 3X4 e taxa de 300RMB (ela varia de acordo com a nacionalidade) para 3 dias úteis, e tinha até taxas para serviços em 1 hora. Mas como Laos é um país bem tranquilo, é fácil conseguir o “visto na chegada”. Chegando nos aeroportos tem um “guichê”, e eles fazem o visto alí na hora sem muitos problemas para todas as nacionalidades.

Visto para Taiwan – Este, de todos os vistos, foi o mais chato de se conseguir. Lembro que quando fui no consulado em Hong Kong no ano passado vi até executivos levando um fora. Eu consegui apenas 14 dias para turismo! Precisa de: foto 3X4, comprovante de “suporte financeiro”, e muita fé. Eu tive que escrever uma carta com a cópia do meu cartão de crédito e a minha carteirinha da faculdade no Brasil, explicando o porque eu não tinha um extrato bancário (não dava para tirar extrato de cartão de crédito), provando que eu era uma estudante no Brasil e tinha apenas propósitos turísticos.

Visto para Thailândia – a maioria dos países pode conseguir o visto facilmente na entrada do país. Obviamente, não o Paraguai. Dei a entrada no meu daqui de Vientiane, Laos, e fica pronto em 1 dia útil. Fiquem atentos para o horário de funcionamento: para dar entrada é só pela parte da manhã, e para pegar o passaporte, é só pela parte da tarde.  Documentos: 2 fotos 3X4, cópia do passaporte e taxa de 1.000Bath.

Visto para Vietnam –  Bem tranquilo também, mas para mim, foi uma novelinha. Se você procurar no google informações sobre vistos para o Vietnam, os primeiros sites que vão aparecer são de vistos online. São confiáveis e são cada vez mais comum. Na verdade, é uma carta de aprovação para o visto, e quando você chegar, você pega e paga pelo o seu visto. Mas fique atento com as datas (este foi o meu problema). Na carta de aprovação aparece o seu dia de chegada e ela só vale a partir daquele dia. Para garantir, faça o visto antes. Eu fiz o meu em Hong Kong, super tranquilo também. Uma foto tamanho 3X4 (eles não são muito exigentes neste quesito, então não se preocupe se a sua é tamanho passaporte ou alguma varição disso), formulário e taxa de 500HKD para serviço express em meia hora. E pasme, ficou pronto em 15 minutos!

Macau – nesta vocês saíram ganhando. O Brasil faz parte dos países que tem passe livre para Macau. Eu, paraguaia, sou considerada uma prostituta.. hahaha

É isso. Eu gostaria de colocar os endereços dos consulados também para ajudar, mas, como eu estou em Laos e aqui wi-fi é praticamente inexistente, estou escrevendo no word e quando tiver um tempo, eu atualizo este post.

Anita está com o passaporte no consulado tailandês e espera pegar o seu passaporte lindo amanhã, sem muitos problemas. (esta postando de uma Lan House e esqueceu de colocar a foto da legenda na pendrive.. haha)

Anitão posta agora em outro blog: joanitas

A Monga jornada

(Senta que o post é longo!)

Olá amigos! Depois de muito tempo em reecesso, aqui estou novamente, Yulpii!!

Finalmente comecei a minha grande viagem.. e como o prometido, tentarei postar mais frequentemente sobre as coisas que vão acontecendo ao longo de minha jornada. Mas como eu já comentei, acesso a internet está difícil, então estou aqui escrevendo no word, e quando eu conseguir me conectar, eu posto =)

Para os desinformados, minha vida útil em Beijing finalmente chegou a um fim. No dia 28 de abril terminei o meu estágio, e no dia 29, parti para uma viagem de 4 dias com meus amigos Hutong para Inner Mongolia.

Inner Mongolia é a parte da Mongólia que faz parte da China, então, em teoria não chegamos a sair da China, mas tratando-se da vista, a coisa foi bem diferente. Saímos de Beijing quase 6h da manhã em uma sexta-feira chuvosa com um grupo de quase 20 jovens turistas, que era o nosso grupo e alguns koreanos randômicos. E como eramos muitos, eu não esperava muito mais do que festa do lugar, o que ajudou a superar as minhas expectativas da viagem.

O ônibus é claro que era quebradão e desconfortável, e acompanhava um motorista chinerongo para ajudar, o que nos rendeu ficar sem gasolina na ida; o ônibus quebrar na volta e a galera ter que descer para empurrar. Somado a chinesisse, o motorista se perdeu várias vezes e parou o carro completamente no MEIO DA RODOVIA e deu a RÉ sem mais nem menos ainda NO MEIO DA RODOVIA. Mas a cereja do bolo com certeza foi  ter encontrado um carro parado na saída para Beijng com um cara dormindo dentro. O que nos fez parar novamente, acordar o indivíduo, e então pegar a saída.

Sabe o que dizem né, quando a esmola é demais, até o mendingo desconfia! Então por 750rmb por cabeça incluíndo: hotel com quartos apenas para duas pessoas, café da manhã, almoço, janta, e algumas entradas de parques; alguma coisa deveria sair errada no pacote, né?

No primeiro dia de viagem visitamos dois lugares, o primeiro foi um templo estilo labirinto que ficava em uma montanha rochosa; e a próxima parada foram 48 cavernas com Budhas, que lá pela 10º já estavamos: “outro Budha!?” E então mais longas horas dentro do ônibus que nos rendeu brincadeiras etílicas e o início da minha alergia.

O primeiro hotel era consideravelmente aceitável para os padrões chineses, alguns chineses do lobby até queriam fazer amizade e pediram meu telefone (nem chinês resiste ao meu charme chinaguaio, né? haha), e terminamos em um karaokê chinês que aparentemente era um karaokê gay, com caras dando em cima de nossos amigos.

No segundo dia foram mais longas horas dentro do ônibus. A ideia era que apreciassemos a vista de dentro do ônibus, mas aquilo era tão desconfortável que só nos deixava cansados e com sono. Mas o nosso guia foi preparado para não nos deixar dormir, e toda vez que estavamos prestes a caindo no sono, ele prontamente ligava as músicas mongois para a nossa alegria, ou não. O plano era ir para o “Grassland”, andar a cavalo e acampar nos Yurt. Mas como o tempo não estava bom (aparentemente estava nevando no começo de maio(!?1)), trocamos a ordem das atrações, e fomos a um museu apreciar dinossauros mongóis (!?2). Mais horas corridas, chegamos no Grassland. Como é o início do verão, de verde, o lugar não tinha nada, mas ainda sim, foi a parte mais divertida da viagem. Descendo do ônibus, os mongóis (adoro dizer isso) foram correndo para nos receber com cantorias e “Baijiu”, lê-se “páitchiôu”, que é uma cachaça chinesa extremamente barata, e de acordo com o nosso guia, seria uma tremenda falta de educação recusar a bebida. E esse ritual se repetia em todas as refeições, ou seja, alergia para mim durante a viagem inteira. A temperatura de lá caiu drasticamente durante a noite, aparentemente chegou a -3ºC e não tinha aquecedor nos quartos. Naquele frio, eu fui a única louca que se despiu completamente no banheiro para então descobrir que não tinha água no chuveiro.. o que pra mim fazia muito sentido, pois acho que ninguém queria tomar banho naquelas condições.  A solução para nos aquecer foi obviamente beber mais álcool ao redor de uma fogueira.

O terceiro dia ainda amanheceu frio, mas ensolarado e com pouco vento. Perfeitas condições para se andar a cavalo. Esta atração tivemos que pagar a parte, custou aproximadamente R$50 reais por duas horas de cavalo mongol. O legal era que o cavalo não era puxado por uma cordinha e guiado por alguém. Você sentava no bichinho, e se algo acontecesse, alguém montado vinha correndo para te socorrer. Sem muito segredo.

Para o resto do dia a atração era ficar dentro do ônibus, até que chegassemos ao hotel da próxima cidade. Um outro karaokê gay para finalizar a noite, e uma boa noite de sono em um hotel que superou completamente as nossas expectativas, tinha até cortina no chuveiro! (Uau!!)

No quarto e último dia de nossa jornada finalmente fomos ao deserto andar de camelo.. que foi um pouco decepcionante para mim. Mas tratando-se da China, eu não deveria esperar muita coisa mesmo. O lugar era completamente turístico, alguns de nós estava até chamando o lugar de “deserto falsificado”, o que é meio redundante tratando-se de um deserto chinês, mas tudo bem.

Note que no horizonte da foto existem algumas chamines de fabricas..

O passeio de camelo foi legal apenas pelo fato de se estar montado em um camelo no meio de dunas de areia, fora isso, nada de especial. O bicho fedia e era guiado por uma cordinha.

E para o resto do dia, obviamente, mais ônibus. Chegamos em Beijing as 2 da manhã com muita dor no corpo, fome, e areia no sapato. O resto é história de boteco, sem baijiu, por favor.

Anitao esta se preparando para a sua viagem para o Vietnam, e espera que ela encontre menos problemas por la. E ela pede desculpas por nao revisar o texto. Deu preguica daqui desse computador que ela encontrou para postar..

Anitão posta agora em outro blog: Joanitas

Seoul of Asia – parte 3

Olá! Olá! Agora posto de uma madrugada diretamente de Beijing. Cheguei no domingo antes do meio dia em casa, e como sempre, entro em casa já me despindo porque o aquecedor aqui dentro é bem quente.. e então eu escutei a porta de entrada se abrindo e vou correndo para o quarto para esconder minhas vergonhas. Eu vesti a primeira camiseta que vi na minha frente, abri uma fresta da porta e espiei:

– “Oi, você é brasileira?” – diz um senhor moreno de bigode, que eu fiquei pensando se podia ser o faxineiro ocidental..

– “..sou?”

– “somos!!” – Ganhei um companheiro de apartamento brasileiro minha gente! Agora me diz se os brasileiros não vão dominar o mundo? haha

Enfim.. uma hora quem sabe eu poste algo sobre ele, agora, Seoul! Fiz uma revisão dos lugares mais legais para se visitar, então se preparem que tem bastante foto vindo aí.

Seodaemun Prison – O lugar é todo bonitinho, arrumado e turístico. Mas, quando você pára e pensa sobre, o lugar começa a te dar arrepios.

Um hall em homenagem a todos os koreanos que morreram “pelos seus ideais”

foram nessas celas que os koreanos morreram torturados pelos japoneses. tinha uns instrumentos de tortura, mas achei um pouco demais para o post..

maravilha do mundo moderno: tá, não é uma novidade, mas, eu sou simplesmente apaixonada por essas máquinas. Pena que no Brasil esse tipo de coisa não funciona. Consigo imaginar facilmente uma “vilerada” chacoalhando a pobre maquininha. Em Seoul tem aos montes nas estações de metrô: tem salgadinhos, refrigerantes, perto do banheiro tem até de lencinhos e absorventes.

Changdeokgung Palace Um dos palácios mais importantes dentre os 5 de Seoul. Este é um daqueles lugares incríveis que te faz pensar em como era possível que apenas uma pessoa pudesse ser a “dona” de tudo isso e milhares de outras aceitar tudo de cabeça baixa. Dizem que é lindo durante o verão e o outuno, com várias árvores e flores. Eu só posso dizer que durante o inverno, com um pouquinho de neve, é lindo mesmo.

Ouvi dizer que algumas portas eram bem pequenas para que quando as pessoas ordinárias adentrassem o palácio elas fossem obrigadas a “se curvarem” a sua divindade.

N Seoul Tower – Eu já comentei sobre este ponto no primeiro post da série, mas vale relembrar. Tire uma tarde para fazer este passeio com tranquilidade. Vá no meio da tarde e espere pelo pôr-do-sol. Assim você terá a visão perfeita da cidade. E tem até restaurante, cafés e cartomantes no alto da Torre para te distraír. Eu, para economizar, só fiquei sentada escrevendo mesmo.
O Branco nos telhados era a neve que ainda não tinha derretido. Tão lindo.

Na Korea, e na ásia em geral, é tudo sobre a “breguice” Então se você tiver um xuxuzinho a tiracolo, vocês podem comprar um azulejo, colá-lo em algum cantinho da parede, ou podem também escrever o nome de vocês em um cadeado e “trancá-lo” na base da torre, aí vocês ficarão juntos por toda a vida s2 (foda..)

World Cup Stadium – Não é a coisa mais impressionante assim, ainda mais porque dentro do estádio é um shopping e um supermercado (koreanos não jogam mesmo.. (6)) Mas é gostoso caminhar nos seus arredores. Atrás de mim tinha uma grade, então não consegui “encaixá-lo” na foto.

caminhando pelos arredores me deparo com o lugar mais inusitado para uma “academia pública”, embaixo da “pista”.

Ewha Women’s University – Para a cuecada de plantão, este é o canal. O nome do lugar já diz tudo. Acho que nunca entrei em um Starbucks que só tivesse mulheres com cara de feministinhas sabichonas.

mas tem vários gatinhos por lá também

E é claro, onde tem mulher, tem lojas. E este lugar é perfeito para comprar coisas super menininha.

E para finalizar, DMZ Tour. O ponto mais próximo que você consegue chegar da Korea do Sul para a do Norte. No entanto, estava extremamente nublado nesta manhã, então eu não cheguei realmente a ver se a grama do vizinho era mais verde 😦

Essa é então a minha impressão de Seoul, uma capital moderna recheada de pontinhos interessantes e que eu sou tratada dignamente como uma turista. Mas eu devo confessar que lá pelo meu quinto dia eu já estava ficando um pouquinho cansada e com vontade de conhecer uma nova cidade.. Acho que depois que você começa a viajar, você não quer mais parar (conseguir parar você com certeza consegue$). Bem, por enquanto, eu terei que ser paciente e continuar com a minha porquinha oinc oinc Beijing.. (vozdebebêbregaon)

Anitão sentiu um pinguinho de falta de Beijing. Até ela perceber que estavam soltando fogos de artifício na sua janela 24 horas por dia durante todo o feriado.

Anitão posta agora em outro blog: Joanitas

Seoul of Asia – parte 2

Olás! Eu sei, estou atrasada. Mas como eu mesmo disse, estou viajando, então, eu acabei indo jogar pebollin ontem com um pessoal do albergue. Sabe que eu até acho que as minhas habilidades esportísticas estão melhorando.. Hoje é meu último dia aqui em Seoul, então darei mais umas voltas e tomarei meu último café (que também é uma das coisas que eu mais faço enquanto viajo, tomar capuccinos..). Mas antes de sair, postarei.Vamos lá:

Dongdaemon: é um centro de compras que funciona 24horas por dia. Uma loucura só. E digo mais, acreditam que eu voltei de lá sem uma sacolinha de compras? Pois é, achei as coisas muito caras por lá (preços meio brasileiros). Acho que estou muito acostumada com os preços chineses já. De qualquer forma, foi um passeio bem proveitoso. Dá pra encontrar várias coisas inspiradoras. Ou não.

a vitrine da loja “Dress or Die”

este era o banner que tinha na entrada de um dos Shoppings. A primeira coisa que eu pensei foi “a costura da legging não casa” – perfeccionismo é foda né?

Korean Folk Village: Achei que seria um passeio super bacana, mas não gostei muito não. A neve estava toda derretida e só tinha lama no lugar. Além de ser 1 hora e meia daqui de Seoul. Mas, tá valendo. Deu pra rir um pouquinho.

por exemplo: esses “trenós” eram bem populares, a koreanazada foi a loucura brincando na lama congelada.

até este senhor entrou na brincadeira. Um fofo.

E eles tinham workshops de máscaras e sandálias de palha. Mas eu cheguei um pouco tarde para fazer isso. Lindas não?

E tinha essa menina fofíssima macho pra caramba que pegou pedra de gelo com as mãos SEM LUVAS!

Metrôs: os metrôs koreanos são muito bons. Eles tem sistema de aquecimento embaixo dos bancos, então quando você senta ele está bem quentinho ( como se alguém já tivesse esquentando ele pra você.. ) Outra coisa, é que o pessoal sempre espera o desembarque para então adentrar no metrô, tão diferente da minha China… e é claro, você pode observar mais pessoas.

Estava eu sentada pensando na vida quando eu vi esse rapaz e lembrei da Tiffany: “eles são meio gayzinhos né? Eles usam bolsa!” Eu comecei a rir sozinha no metrô e tive que dar este clique, óbvio.

um close na elegância do rapaz

Enfim, por enquanto, é isso. A terceira parte de Seoul vai ser de Beijing.

Agora vou tomar meu café! Adeus!

Anitão foi tomar um café, mas depois vai tomar a sua cerveja da Korea do Norte que comprou na “zona militar” hoje, o único lugar que dá pra comprá-la. Segundo a guia do passeio “as cervejas do Norte são melhores do que as do Sul. Os estrangeiros dizem que é quase uma Heineken.” – e ela parou de beber. Só está degustando.

Anitão posta agora em outro blog: Joanitas

Seoul of Asia

Olá amigos nulliticos! Como vai, como vão?

Aqui na Korea vai tudo maravilha! Eu sei. Pareço uma super sem o que fazer postando aqui. Mas, agora é a noite por aqui, as baladas andam meio fracas porque é ano novo e Seoul está vazia (eu fui conferir na segunda-feira), então é hora de “descansar” aqui pelo albergue, fazer minhas leituras diárias e postar, é claro!

Ao invés de falar sobre cada coisa que fiz, como no post de Shanghai,  postarei apenas algumas fotos aleatórias de coisas que achei interessante, e farei mais algumas partes sobre Seoul nos próximos dias. Aí ninguém se cansa =)

Myeongdong: eu sempre tenho uma parte favorita em cada lugar que vou. Esta é a minha de Seoul. Caminhei por lá quase todos os dias em que eu estive aqui. Um ótimo lugar para fazer compras e para ver pessoas.

Ainda em Myeongdong, Samsung Fashion. Acho que não preciso dizer mais nada, né?

De Changdeokgung Palace deu pra ter esta vista para as casinhas de arquitetura koreana. Uma graça! É engraçado que depois dos últimos meses na China eu passei a generalizar os países asiáticos.. Mas a Korea do Sul é simplesmente linda! É tudo tão arrumadinho e limpinho.. as pessoas são tão educadas. Não sinto falta MESMO da China. Eu até brinquei com o meu pai que eu queria ter sido koreana, e não chinesa. E o pior, ele nem discordou.

Do alto da N Seoul Tower, tem vários adesivos e distâncias de diferentes lugares do mundo.. Não podia deixar de dar esse “clique” né? Passei algumas horas nessa torre esperando pelo “pôr-do-sol”, a vista é mesmo maravilhosa. Se um dia vocês vierem para Seoul, este é um lugar que vocês TEM que ir.

Estava eu sentada no Starbucks quando me deparo com este “hit combo”.  Em minha humilde opinião, as koreanas são as orientais mais lindas e estilosas, mas essa amiga aqui.. tsc tsc tsc..

E para finalizar, a primeira vez que eu vejo neve caindo. (eu já tive a oportunidade de ver neve antes, mas nunca vi caindo..) Foi o momento mais lindo que eu tive com Seoul. Tá que foi uma nevezinha bem mequetrefe que parecia uma garoazinha fininha de pó branco. Mas ainda sim, eu fiquei super feliz e fiquei andando pelos arredores do estádio da Copa até parar de nevar.

É isso então amigos. Amanhã postarei mais alguns cliques randômicos daqui de Seoul. 🙂

Anitão está com a consciência meio pesada por ter traído a sua amada Beijing.. mas.. fazer o que..

Anitão posta agora em outro blog: Joanitas