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Archive for Junho, 2011

O Não Sexo E As Cidades Asiáticas

Eu sei. Eu sumi. Normal. Mas vamos cortar a lenga-lenga dos meus motivos e ir direto ao ponto.

Escrevo agora num documento do word, em minhas quinze horas de vôo de Dubai a São Paulo. Destino final: Curitiba.

Beijing e eu tivemos uma relação um tanto quanto clichê de amor-e-ódio por 8 meses (e 11 contos de réis). Era como uma montanha-russa. E para ser bem sincera, eu amava aquilo, pois, por mais errada que as vezes ela parecia ser, quando estavamos juntas, na maioria das vezes era sempre muito bom, então como isso poderia ser um relacionamento ruim?

E apesar de todo o amor, eu nunca consegui nos imaginar realmente “casadas” por toda uma eternidade. Foi então que percebi que precisavamos de um tempo, que pode vir a ser um término definitivo. E foi muito difícil tomar essa decisão, pois afinal, não houve brigas ou coisa do gênero. Agora somos “amigas”, se é que pode ser colocado dessa forma.

Em meu mês de tempo fui me divertir com as cidades erradas do sudoeste da Ásia, como quem atualizou o status do Facebook e resolveu “tocar o puteiro”.  E sim, cidades erradas. Algumas delas me proporcionaram boas risadas no meio da noite, como Saigon-Vietnã, outras eram apenas lindas demais para serem rejeitadas, Siem Reap-Cambodia; e algumas, foram apenas uma companheira de uma noite, como Hoi An – Vietnã ou Phom Penh – Cambodia. E ainda, algumas ainda me deixaram com bastante vontade de “tentar”, Bangkok – Tailândia.

Mas a saudade então tomou conta de mim. Nenhuma delas era Beijing.

Cidade alguma será Beijing. Talvez ela não seja a “the one” para mim, mas com certeza ela foi um desses relacionamentos que a gente espera nunca esquecer, pois marcaram definitivamente a nossa vida, e contribuiram com uma pequena parte da pessoa que somos hoje. Por mais piegas que soe, ela mudou a pessoa que eu costumava ser. Talvez para melhor, talvez para pior, mas definitivamente, eu não sou a mesma pessoa de nove meses atrás.

Eu sei, é um término muito recente ainda. Talvez eu mude de opinião em algumas semanas e me apaixone novamente, e talvez não. Mas por hora, mergulho na fase da recente ferida em que a gente se pergunta se era amor mesmo, ou apenas comodismo, e tentamos nos acostumar a nova rotina sem ela. Os doces momentos que tivemos vão passando pelas lembranças como algo muito melhor do que realmente foi e o que era ruim já nem é mais lembrado. Suspiros melancólicos e aquela vontade de ligar em busca de uma segunda chance tomam conta de nosso ser, seguido de um imenso vazio, mas também, uma pontinha de entusiasmo. Afinal, o que vem agora?

E a mente começa a fantasiar os próximos relacionamentos. Como será a próxima a Cidade? Terá ela o mesmo charme de Beijing, ou as mesmas irritantes manias e defeitos? Ou será que é um erro deixá-la e então eu perceberei que eu nunca encontrarei alguém tão perfeita para mim quanto ela? Infinitas dúvidas e incertezas me roubaram a cena.

E agora José?

Anitão está devolta ao seu velho apartamento em Curitiba, de visual novo, e de volta à velha vida.. / Anitão posta agora em outro blog: http://joanitas.com

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