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De pé esquerdo na Estrada..

Olá queridos amigos! Aqui continuo as minhas narrativas asiáticas que não necessariamente seguirão uma ordem cronológica. Mas prometo tentar contar quase tudo que pode ser relevante caso alguém tenha o interesse de um dia vir conhecer a Ásia. – Como este post estava ficando muito longo, resolvi dividi-lo em duas partes: a minha história e dicas sobre vistos, caso alguém tenha interesse de fazer essa viagem (eu sou praticamente uma veterana em conseguir vistos, já que o Paraguai tem péssimas relações diplomáticas).

Começo com a minha história: Pois bem, o ínicio do meu roteiro começou com um sonho que eu nutria desde dezembro do ano passado: conhecer o Tibet. Para aqueles que não sabem, há uma grande briga entre o Tibet e a China, que em teoria deveria ser tudo uma coisa só, mas na prática, é uma grande burocracia, e isso é o que interessa aqui. Para se adentrar ao Tibet é necessário ter em mãos uma permissão, esta só se consegue através de uma agência de turismo comprando um tour completo, é claro. E para se conseguir essa permissão, primeiro, deve-se ter em mãos um visto pra China. E aí é que estava o meu problema. A minha viagem deveria começar no dia 13 de maio, quando eu terminasse o contrato com a escola, mas como o meu visto da China venceria no dia 6, ou eu extendia o meu visto para ficar até o dia 13 em Beijing, ou eu saia da China. Então eu resolvi terminar o contrato com a escola uma semana antes, e sair da China no dia 6 rumo a Macau, para fazer o Bungee Jump denovo, e então para Hong Kong, para pegar outro visto pra China, e aí dar entrada na minha permissão para o Tibet (que leva em geral 10 dias úteis para se conseguir), e enquanto isso eu viajaria para o Vietnam e Laos (que eu já havia providenciado os vistos enquanto estava em Beijing), depois voltaria para a China, e então iria para o Tibet.

Confuso, né? Enfim.. saí de Beijing no dia 6 pela manhã com destino a Zhuhai, uma cidade ainda na China que faz fronteira com Macau. Segundo o meu pai, era mais fácil e barato cruzar a fronteira por ali. Como eu já fui para Macau no ano passado, mas por Hong Kong, eu achei que seria só pagar uma taxa de 100Hong Kong Dolares, eles carimbariam meu passaporte, e tudo ficaria numa boa. Engano meu. Aparentemente, Zhuhai é a porta das putas e cafetões para Macau. Estava eu ali na fila, com um monte de mulheres suspeitas, esperando chegar a minha vez. O oficial do visto era um cara completamente estúpido. Ele pediu pra ver meu dinheiro em um voz de comando. Eu fiquei meio cabreira de mostrar meu dinheiro, e então, mostrei meu cartão de crédito (meu pai sempre diz que o cartão de crédito tem mais “credibilidade” do que dinheiro, ainda mais se ele for “de ouro” ou “platina”.. haha). O oficial gritou (sem exageros!): “NO CREDIT CARD! CASH! CASH! SHOW ME YOUR MONEY!” Eu fiquei mó com medo, do cara, mas tudo bem, peguei e mostrei meu dinheiro. Ele resmungou algumas coisas, me mandou sentar, fiquei mais alguns minutos esperando, e depois veio um outro oficial duas vezes mais rude me encher de perguntas (O que você estava fazendo na China?! O que você vai fazer em Macau?! Porque você quer ir pra Hong Kong depois de Macau?! Porque você não foi direto pra Hong Kong?! ..) Tentei responder todas elas calmamente e me mandaram sentar novamente. Minutos depois, o cara voltou com vários papéis e pediu para eu assinar. Estavam todos escritos em chinês e eu perguntei o que era. E então ele disse “GO BACK TO CHINA!” Ou seja, eu aparentemente era uma prostituta sem grana que estava vagando por aí e resolvi ir para Macau ganhar um extra. Ou coisa parecida.

Como não consegui entrar em Macau, tive que dar meia volta e entrar em Zhuhai novamente. E aí só cagou mais ainda. Ganhei um “cancelado” no meu carimbo de saída e entrei na China novamente. Mas como aquele deveria ser o meu último dia no país, a minha outra opção foi pegar um ônibus para Shenzhen, e cruzar a fronteira para Hong Kong. Três horinhas de viagem e cheguei finamente na imigração de Hong Kong. Então os oficiais estavam olhando o meu passaporte e viram aquele carimbo de “cancelado”, voltei para o confessionário. Graças ao Bom Jesus de Iguape que os oficiais de Hong Kong são pessoas super tranquilas que falam inglês. Então consegui explicar toda a minha história e o cara tranquilamente carimbou meu passaporte com 30 dias em Hong Kong. Uff! Peguei o metrô rumo a casa da minha tia e cheguei a tempo do jantar!

Mas os problemas maiores ainda estavam por vir, mas para resumir a história: não consegui o meu visto para voltar para China porque era feriado em Hong Kong (super fail) e com a confusão toda de viajar uma semana antes, me esqueci completamente que a minha carta de entrada pro Vietnam só valeria a partir do dia 16 (super fail 2). Então tive que pagar multa pra trocar o meu voo pro Vietnam e correr para a embaixada do Vietnam para conseguir um visto antes do dia 16. E como não consegui o visto pra China, não pude dar entrada para o Tibet. Então, vou para Thailândia.. hehe

Ainda bem que o meus problemas parecem ter acabado por aí. A partir dai, foi so alegria. Espero eu que continue sendo. Aguardem pelas historias do Vietnam e do Cambodia.

Anitão agora está em Vientiane, Laos, se refrescando na frente do ventilador. Ahh.. o verão…

Anitão posta agora em outro blog: http://joanitas.com

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  1. Ciça
    24/05/2011 às 19:41

    Grande Bom Jesus de Iguape! Atuando em diversos países com sua benção! hahahahahaha

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