A Monga jornada

(Senta que o post é longo!)

Olá amigos! Depois de muito tempo em reecesso, aqui estou novamente, Yulpii!!

Finalmente comecei a minha grande viagem.. e como o prometido, tentarei postar mais frequentemente sobre as coisas que vão acontecendo ao longo de minha jornada. Mas como eu já comentei, acesso a internet está difícil, então estou aqui escrevendo no word, e quando eu conseguir me conectar, eu posto =)

Para os desinformados, minha vida útil em Beijing finalmente chegou a um fim. No dia 28 de abril terminei o meu estágio, e no dia 29, parti para uma viagem de 4 dias com meus amigos Hutong para Inner Mongolia.

Inner Mongolia é a parte da Mongólia que faz parte da China, então, em teoria não chegamos a sair da China, mas tratando-se da vista, a coisa foi bem diferente. Saímos de Beijing quase 6h da manhã em uma sexta-feira chuvosa com um grupo de quase 20 jovens turistas, que era o nosso grupo e alguns koreanos randômicos. E como eramos muitos, eu não esperava muito mais do que festa do lugar, o que ajudou a superar as minhas expectativas da viagem.

O ônibus é claro que era quebradão e desconfortável, e acompanhava um motorista chinerongo para ajudar, o que nos rendeu ficar sem gasolina na ida; o ônibus quebrar na volta e a galera ter que descer para empurrar. Somado a chinesisse, o motorista se perdeu várias vezes e parou o carro completamente no MEIO DA RODOVIA e deu a RÉ sem mais nem menos ainda NO MEIO DA RODOVIA. Mas a cereja do bolo com certeza foi  ter encontrado um carro parado na saída para Beijng com um cara dormindo dentro. O que nos fez parar novamente, acordar o indivíduo, e então pegar a saída.

Sabe o que dizem né, quando a esmola é demais, até o mendingo desconfia! Então por 750rmb por cabeça incluíndo: hotel com quartos apenas para duas pessoas, café da manhã, almoço, janta, e algumas entradas de parques; alguma coisa deveria sair errada no pacote, né?

No primeiro dia de viagem visitamos dois lugares, o primeiro foi um templo estilo labirinto que ficava em uma montanha rochosa; e a próxima parada foram 48 cavernas com Budhas, que lá pela 10º já estavamos: “outro Budha!?” E então mais longas horas dentro do ônibus que nos rendeu brincadeiras etílicas e o início da minha alergia.

O primeiro hotel era consideravelmente aceitável para os padrões chineses, alguns chineses do lobby até queriam fazer amizade e pediram meu telefone (nem chinês resiste ao meu charme chinaguaio, né? haha), e terminamos em um karaokê chinês que aparentemente era um karaokê gay, com caras dando em cima de nossos amigos.

No segundo dia foram mais longas horas dentro do ônibus. A ideia era que apreciassemos a vista de dentro do ônibus, mas aquilo era tão desconfortável que só nos deixava cansados e com sono. Mas o nosso guia foi preparado para não nos deixar dormir, e toda vez que estavamos prestes a caindo no sono, ele prontamente ligava as músicas mongois para a nossa alegria, ou não. O plano era ir para o “Grassland”, andar a cavalo e acampar nos Yurt. Mas como o tempo não estava bom (aparentemente estava nevando no começo de maio(!?1)), trocamos a ordem das atrações, e fomos a um museu apreciar dinossauros mongóis (!?2). Mais horas corridas, chegamos no Grassland. Como é o início do verão, de verde, o lugar não tinha nada, mas ainda sim, foi a parte mais divertida da viagem. Descendo do ônibus, os mongóis (adoro dizer isso) foram correndo para nos receber com cantorias e “Baijiu”, lê-se “páitchiôu”, que é uma cachaça chinesa extremamente barata, e de acordo com o nosso guia, seria uma tremenda falta de educação recusar a bebida. E esse ritual se repetia em todas as refeições, ou seja, alergia para mim durante a viagem inteira. A temperatura de lá caiu drasticamente durante a noite, aparentemente chegou a -3ºC e não tinha aquecedor nos quartos. Naquele frio, eu fui a única louca que se despiu completamente no banheiro para então descobrir que não tinha água no chuveiro.. o que pra mim fazia muito sentido, pois acho que ninguém queria tomar banho naquelas condições.  A solução para nos aquecer foi obviamente beber mais álcool ao redor de uma fogueira.

O terceiro dia ainda amanheceu frio, mas ensolarado e com pouco vento. Perfeitas condições para se andar a cavalo. Esta atração tivemos que pagar a parte, custou aproximadamente R$50 reais por duas horas de cavalo mongol. O legal era que o cavalo não era puxado por uma cordinha e guiado por alguém. Você sentava no bichinho, e se algo acontecesse, alguém montado vinha correndo para te socorrer. Sem muito segredo.

Para o resto do dia a atração era ficar dentro do ônibus, até que chegassemos ao hotel da próxima cidade. Um outro karaokê gay para finalizar a noite, e uma boa noite de sono em um hotel que superou completamente as nossas expectativas, tinha até cortina no chuveiro! (Uau!!)

No quarto e último dia de nossa jornada finalmente fomos ao deserto andar de camelo.. que foi um pouco decepcionante para mim. Mas tratando-se da China, eu não deveria esperar muita coisa mesmo. O lugar era completamente turístico, alguns de nós estava até chamando o lugar de “deserto falsificado”, o que é meio redundante tratando-se de um deserto chinês, mas tudo bem.

Note que no horizonte da foto existem algumas chamines de fabricas..

O passeio de camelo foi legal apenas pelo fato de se estar montado em um camelo no meio de dunas de areia, fora isso, nada de especial. O bicho fedia e era guiado por uma cordinha.

E para o resto do dia, obviamente, mais ônibus. Chegamos em Beijing as 2 da manhã com muita dor no corpo, fome, e areia no sapato. O resto é história de boteco, sem baijiu, por favor.

Anitao esta se preparando para a sua viagem para o Vietnam, e espera que ela encontre menos problemas por la. E ela pede desculpas por nao revisar o texto. Deu preguica daqui desse computador que ela encontrou para postar..

Anitão posta agora em outro blog: Joanitas

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  1. 09/05/2011 às 22:24

    Muito legal essa foto do templo na montanha. Acho que iria gostar de visitar, até lá pelo vigésimo Buddha… =D

    Esse ônibus parece muito falcatrua, hahaha…

  2. Samya
    13/05/2011 às 15:11

    Hahaha
    Esse onibus quebrado!

    Vietnã? Meu deus, inveja mataaaaaaaaaa

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